Araripina: Revolta popular e resposta firme da PRF após apreensões geram tensão

Folha do Araripe

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Por Lusmar Barros Folha do Araripe

A cidade de Araripina, em Pernambuco, foi palco de um incidente envolvendo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) que gerou revolta popular e uma resposta contundente da superintendência da PRF em Brasília. O episódio, ocorrido em frente à delegacia de polícia civil, envolveu apreensões de veículos e abordagens consideradas invasivas pela população, levando a protestos e até mesmo à destruição de motocicletas.

O prefeito Evilásio Mateus relatou em entrevista a uma rádio local que soube do incidente enquanto se dirigia a Brasília. Após receber diversos relatos e vídeos via WhatsApp, mostrando as abordagens da PRF, inclusive em oficinas de conserto de motos dentro do perímetro urbano, o prefeito buscou imediatamente a Superintendência da PRF na capital federal.

Acompanhado de um assessor do deputado federal Fernando Filho, o prefeito Evilásio encontrou-se com um representante do superintendente, que, em vez de acatar o pedido de moderação nas ações da PRF em Araripina, surpreendeu o prefeito com uma resposta firme: “pelo contrário, prefeito, vamos é aumentar a carga e deslocar mais viaturas para o local em resposta ao ocorrido, porque o estado foi agredido”.

O prefeito, em defesa da população, argumentou que a revolta popular era resultado da fragilidade econômica da região e da situação de muitos cidadãos que dependem de seus veículos para trabalhar. Ele usou como exemplo o caso de um trabalhador que teve sua moto apreendida, extravasando sua frustração em um momento de desespero. “Quem em um momento de desespero nunca errou e depois pediu desculpas pelo que fez?”, questionou o prefeito, enfatizando a dificuldade da população em arcar com os custos crescentes de tributos e licenciamentos.

Vídeos que circularam nas redes sociais mostram a PRF realizando abordagens dentro do perímetro urbano, em locais como oficinas mecânicas, o que, segundo o prefeito, contraria a legislação. Após análise dos vídeos, a superintendência da PRF determinou a suspensão imediata das ações, mas reforçou que o trabalho de fiscalização continuaria normalmente e que a responsabilidade de manter a documentação dos veículos em dia é do cidadão.

Quanto às motocicletas danificadas durante os protestos, a superintendência informou que a União é responsável por ressarcir os proprietários, desde que comprovem a propriedade dos veículos e sigam os procedimentos legais, buscando auxílio de um advogado para formalizar a solicitação. A situação em Araripina permanece tensa, com a população aguardando uma resposta mais conciliadora da PRF e medidas que amenizem o impacto das fiscalizações na comunidade.

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