
Atraso e nova expectativa para o ramal pernambucano.
Iniciadas em 2006 com previsão de custo de R$ 4,5 bilhões e conclusão em 2010, as obras da Ferrovia Transnordestina, que visa interligar 81 municípios do Ceará, Piauí e Pernambuco, enfrentam atrasos significativos. A previsão atual de conclusão é 2029, com um orçamento projetado em R$ 15,7 bilhões – um aumento substancial em relação ao valor inicial.
O lançamento oficial das obras ocorreu em Missão Velha (CE), em junho de 2006, durante o primeiro mandato do então presidente Lula. Mais de duas décadas depois, um novo fôlego surge para o projeto: o presidente da Infra S.A, Jorge Bastos, anunciou, durante o lançamento do Fórum Permanente da Infraestrutura da Fiepe, em Recife, a expectativa de publicação dos editais para os dois primeiros lotes do ramal pernambucano da ferrovia, ainda no segundo semestre de 2024.
A declaração animou empresários, políticos e pesquisadores pernambucanos, gerando expectativas em relação ao desenvolvimento econômico do estado, impulsionado pela conexão com o porto de Suape.
A Infra S.A, sucessora da EPL (Empresa de Planejamento e Logística) após incorporação pela Valec, reconhece os desafios orçamentários. Bastos admitiu que os R$ 450 milhões destinados à obra no Orçamento Geral da União de 2025, dentro do Novo PAC, podem não ser totalmente utilizados. No entanto, garantiu que os recursos não gastos serão mantidos como “restos a pagar” para 2026, assegurando a prioridade da obra no Ministério dos Transportes. A publicação dos editais representa um passo importante para a concretização do ramal pernambucano da Transnordestina, após anos de espera e sucessivos adiamentos.
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